Começou o ano e os proprietários de automóveis já sabem que precisam pagar o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) seja à vista ou parcelado. Em Mato Grosso do Sul, neste ano de 2026, o governador Eduardo Riedel adiantou a primeira parcela para 5 de janeiro, contudo, devido a uma falha no sistema, prorrogou para o dia 10. Mas vale lembrar que, até 2025, os contribuintes tinham um prazo maior: até 31 de janeiro.
Mas esse não é o único detalhe. Um levantamento publicado pelo Portal Uol mostra que MS tem o IPVA mais caro do país, com alíquota para carros de passeio novos que pode variar de 5% a 6% do valor da nota fiscal, a depender do modelo. Em seguida, aparece Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro com 4%.
Já entre as unidades da federação com alíquotas mais baixas estão o Paraná, com 1,9%, e o Amazonas, em que a porcentagem para veículos de até mil cilindradas é de 1,5%. Ambos os estados reduziram suas alíquotas para 2026.
Vale destacar que essa variação ocorre porque o imposto é estadual, ou seja, a taxa e sua legislação ficam a critérios do governo local. Não há regulamentação em nível federal, como ocorre com o ICMS, por exemplo.
Desse modo, o que define o percentual do imposto sobre veículos é a necessidade de arrecadação de cada estado, explicou Paulo Pêgas, professor de administração e ciências contábeis do Rio de Janeiro. “Minas e Rio de Janeiro, por exemplo, têm enfrentado muita dificuldade fiscal.
A situação é alvo de críticas de milhares de proprietários de veículos que pagam o IPVA mais caro do Brasil, mas não percebem no dia a dia o investimento desse dinheiro. Um dos motivos da revolta é a falta de manutenção de rodovias, como a MS-180, entre Iguatemi e Juti, como o Dourados Informa mostrou.
Confira abaixo quanto custa o IPVA em cada estado brasileiro, do mais caro para o mais barato:
Mato Grosso do Sul: Tem o IPVA mais caro do Brasil. Carros novos com motor a diesel pagam 6% do valor da nota fiscal de compra. Para veículos novos que não são movidos a diesel, a taxa é de 5%. Já a alíquota de automóveis usados é de 4,5% (motores a diesel) e 3% (outros combustíveis).
Minas Gerais: Cobra 4% de alíquota para os automóveis. Para as caminhonetes, a porcentagem é de 3% e, para caminhões e ônibus, 1%. Quem paga o valor à vista tem um desconto de 3%. O estado ainda conta com o Programa Bom Pagador, que fornece um desconto de 3% no IPVA àqueles que quitam o imposto com regularidade.
Rio de Janeiro: Automóveis movidos à diesel ou gasolina pagam 4%, enquanto os carros elétricos pagam 0,5%; e os GNV ou híbridos pagam 1,5%. Ônibus e ciclomotores têm uma alíquota de 2% e os caminhões de 1%. Quem quitar o IPVA em cota única até o fim de janeiro terá um desconto de 3%.
São Paulo: Tem alíquota de 4%, enquanto as motocicletas e os ônibus pagam 2%. Os caminhões têm uma alíquota de 1,5%. Veículos híbridos flex que se encaixam em alguns critérios são isentos de IPVA no estado paulista. A medida é polêmica, já que beneficia poucos modelos enquanto os carros 100% elétricos ("menos poluentes") continuam sendo taxados em 4%. O estado oferece desconto de 3% para pagamento à vista.
Goiás: Carros de até 100 cv (cavalo-vapor) pagam 3% de alíquota, bem como as motocicletas. Quando a potência do automóvel ultrapassa os 100 cv, a alíquota vai para 3,45%. Caminhões têm alíquota de 1,25%. Pago em parcela única, o IPVA tem um desconto de 8%.
Amapá: Proprietários de automóveis no estado devem pagar 3% de imposto sobre o valor venal do veículo. Caminhões, ônibus e motocicletas têm uma taxa de 1,5%. O Amapá tem um dos maiores descontos para pagamento à vista, de 20%.
Bahia: Veículos movidos a diesel pagam 3% de imposto na Bahia, enquanto os movidos a outros tipos de combustíveis são taxados em 2,5%. Automóveis elétricos de até R$ 300.000 são isentos. Proprietários de caminhão, ônibus e motocicleta pagam IPVA de 1%. Se quitar o tributo em cota única, eles recebem desconto de 15%.
Distrito Federal: Automóveis pagam 3%; motocicletas, 2% e caminhões, 1%. Os proprietários que realizarem quitarem o imposto em cota única recebem desconto de 10%. O pagamento deve ser feito entre 23 e 27 de fevereiro.
Rio Grande do Norte: Também cobra 3% de IPVA para veículos de passeio, como carros e caminhonetes, movidos a gasolina, álcool ou diesel, 2% para motocicletas e 1% para caminhões. Os veículos que usam GNV (gás natural) pagam 1,5% e os elétricos 1% em 2026. No próximo ano, esses carros pagarão 1,5%, em razão de uma lei de 2024 que prevê aumento gradual do imposto para a categoria.
Rio Grande do Sul: Mais um estado que cobra 3% de alíquota para carros e caminhonetes, 2% para motocicletas e 1% para caminhões. O estado gaúcho está entre os que oferecem maior desconto. Além dos 3% oferecidos para todos que quitarem o imposto até 30 de janeiro, a redução no valor pode chegar até 25,7% quando somada a outros programas.
Rondônia: Os automóveis são taxados em 3% a partir do valor venal, enquanto caminhões e ônibus, em 1% e motocicletas, em 2%. O pagamento em cota única dá desconto que varia entre 5% e 10%.
Roraima: O estado cobra uma alíquota de 3% para veículos de passeio, esportivos ou de competição, e 2% para transporte de cargas. O proprietário pode optar por dividir o valor do IPVA em até dez vezes ou receber desconto de 10% à vista. Os veículos elétricos ou híbridos estão isentos de IPVA.
Alagoas: A alíquota de IPVA dos veículos varia conforme a potência. Carros com até 80 HP (horse-power) têm taxa de 2,75%. Os de potência superior a 80 HP e inferior a 160 HP pagam 3% e os de potência superior a 160 HP pagam 3,25%.
A mesma lógica acompanha a categoria das motocicletas. Aquelas com até 150 cilindradas (cc) têm cobrança de 2% e as entre 151 cc e 400 cc pagam 2,75%. Por fim, motocicletas com mais de 400 cc pagam 3,25%.
Para carros movidos a fontes alternativas de energia há descontos. Os elétricos pagam 0,5% de IPVA no primeiro ano de aquisição e 1% nos restantes.
O pagamento em cota única dá direito a um desconto de 5%.
Ceará: Automóveis com potência de no máximo 100 cv (cavalo-vapor) têm alíquota de 2,5%; entre 101 cv e 180 cv, a alíquota é de 3% e, acima disso, de 3,5%. Para as motocicletas de até 125 cilindradas, há uma alíquota de 2%; entre 125 e 300 cilindradas, a porcentagem sobe para 3% e acima de 300 a alíquota chega a 3,5%. Quem optar pelo pagamento à vista, recebe um desconto de 5%.
Tocantins: Carros com potência de até 100 HP têm alíquota de 2,5%. A partir disso, a porcentagem aumenta para 3,5%. No caso das motocicletas, a alíquota fica em 2,5% para até 180 cilindradas e 3,5% acima desse limite. O proprietário pode optar por pagar o imposto parcelado em até dez vezes ou em cota única, com desconto de até 10%.
Maranhão: As alíquotas mudam conforme a faixa de valor do veículo. Para carros que custam até R$ 150.000, a alíquota do IPVA é de 2,5%; acima deste valor, o imposto sobe para 3%. Ônibus, caminhão, micro-ônibus e motocicletas de valor venal de até R$ 10.000 pagam uma alíquota de 1%. Motocicletas que custam mais de R$ 10.000 têm uma alíquota de 2%. Se pagar o tributo em cota única até 27 de fevereiro, o proprietário recebe desconto de 10%.
Piauí: Automóveis com valor venal de até R$ 150 mil pagam alíquota de 2,5% e, acima disso, de 3%. Caso seja movido à GNV, a alíquota do imposto cai para 1%. O desconto para pagamento à vista varia entre 10% e 15%.
Sergipe: Proprietários de veículos com valor abaixo de R$ 120 mil pagam alíquota de 2,5%, acima disso o IPVA é de 3%. Ônibus, micro-ônibus e caminhão pagam 1%, enquanto motocicletas e similares, 2%. Carros de locadora contam com alíquota reduzida, de 1%. Quem optar por realizar o pagamento em parcela única até o dia 31 de março receberá desconto de 10%.
Pará: Ônibus, caminhões e motocicletas pagam uma alíquota de 1%. Para os automóveis, o IPVA é de 2,5%. O pagamento em parcela única tem desconto entre 5% e 15%, a depender da quantidade de infrações que o dono do veículo recebeu.
Paraíba: Automóveis, motocicletas e micro-ônibus pagam 2,5% de alíquota. Veículos elétricos são isentos do imposto. O pagamento à vista traz desconto de 10%.
Pernambuco: Automóveis pagam uma alíquota de 2,4% — exceto os movidos a GNV, que têm IPVA de 1,5%. Caminhões pagam alíquota de 1%. Para motocicletas com motor de até 50 cc, vale a alíquota de 1% e, para as demais, de 2%. O desconto para pagamento em parcela única é de 7%.
Mato Grosso: A alíquota de IPVA é de 2% para automóveis com potência até mil cilindradas. Acima disso, passa a incidir a alíquota de 3%. Em relação às motocicletas, as de até 180 cc pagam 1%; entre 181 e 300 cilindradas, pagam 2%; entre 301 e 600 cilindradas pagam 3%; e acima de 601, 3,5%. O desconto para pagamento à vista varia entre 3% e 5%.
Acre: A alíquota para automóveis é de 2%, enquanto para motocicletas, ônibus e caminhões pagam 1%. Quem quita o imposto à vista recebe um desconto de 10%. Neste ano, o estado aumentou de três para cinco as parcelas de pagamento do tributo.
Espírito Santo: Tem o IPVA mais barato da região sudeste: a alíquota para carros é de 2%. À vista, o desconto no pagamento é de 15%.
Santa Catarina: O estado cobra alíquota de 2% para carros e 1% para motocicletas e veículos utilizados no transporte de carga e passageiros.
Paraná: Em comparação aos anos anteriores, a cobrança de IPVA no Paraná teve uma redução de 45,7% em 2026, com a alíquota em 1,9% para automóveis. O pagamento à vista resulta em desconto de 6%.
Amazonas: Com uma lei complementar, o estado reduziu para 1,5% a alíquota do IPVA 2026 para veículos de até mil cilindradas e para carros elétricos ou híbridos. Automóveis com mais de mil cilindradas pagarão 2%. Já os ônibus, micro-ônibus e caminhões ficaram com uma taxa de 2%. Pago em cota única, o desconto no IPVA varia entre 10% e 15%.