Duas armas de grande poder de impacto e munições foram encontradas na casa, no Monte Líbano
Ao averiguar denúncia de pessoa em atitude suspeita e de briga com uso arma de fogo, policiais da Força Tática do 3º Batalhão da Polícia Militar de Dourados prenderam dois suspeitos e apreenderam uma pistola Glock G17 9mm, um revólver Taurus calibre 357 Magnum, 68 munições de calibre 9mm e 15 munições de calibre 357 (3 deflagradas).
O caso ocorreu na madrugada deste sábado (24) na Rua Cabral, no Jardim Monte Líbano. Foram presos Lucas Pereira Mourão, de 23 anos, e Gabriel da Silva Paim, de 27 anos. Além das armas, os policiais apreenderam um Celta prata com sinais de adulteração. Os dois foram autuados em flagrante.
Segundo os policiais que participaram da ação, existem suspeitas de que os dois estariam a serviço do PCC (Primeiro Comando da Capital). As armas seriam usadas num assassinato em Dourados, supostamente a mando da facção criminosa. Gabriel seria de Campo Grande e estava na cidade para cumprir a ordem.
Conforme o boletim de ocorrência registrado pelos militares na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), a equipe da Força Tática entrou no imóvel usando escudo balístico devido à complexidade da ocorrência.
Após os dois serem detidos, os policiais encontraram as armas ao lado do colchão onde eles estavam. A pistola tem numeração raspada e estava com carregador vazio. O revólver estava municiado com sete munições, sendo quatro intactas e três deflagradas.
Ainda na casa, foram encontrados um carregador longo com 31 munições de calibre 9mm e uma sacola com mais 37 cartuchos do mesmo calibre e oito munições 357. Ao serem questionados sobre o armamento, os dois relataram que apenas estavam guardando as armas.
Gabriel relatou que não mora em Dourados e teria vindo de Campo Grande para passear na cidade. O Celta, de propriedade de Lucas, estava com a placa traseira quase ilegível e a placa da frente adulterada, transformando o número 8 em número 0. Os dois foram conduzidos à delegacia e seguem presos. A Polícia Civil deve instaurar inquérito para investigar o suposto plano de assassinato.